7.23.2014

Museu...

Você perceber um erro tarde demais, geralmente só torna maior a sua dor e arrependimento...

7.15.2014

Tarde...

E de tanta tristeza já não sabemos o que são dias ou noites...

7.09.2014

Balada para o amanhã...

E em um belo dia só irão restar as palavras...
Tanto as más como as belas!
As palavras...

7.02.2014

The sin!

Não há o que dizer...
Há apenas o sentir!
o sentir...

7.01.2014

Insônia.

Um coração que outrora estava vivo incandescente;
Hoje tão somente bate inconsequente.
Um sonho que já acalentou meu mundo;
Hoje é tão somente escárnio profundo, sem rumo.

6.18.2014

Da sombra.

Você não vê!
                      Você não vê!

-Que existe um eu te amo, que nunca foi dito...
E continua aqui comigo esperando, esperando.

6.17.2014

Do tempo!

Estranho saber que o que já foi doce preocupação e ternura.
Hoje é distância e escárnio!

Phone.

Eis que a dor outrora esquecida acorda...
Os corpos que eram irmãos, hoje são distância...
Eis que a saudade retorna...
E os sonhos insistem em ter voz...
Eis que o tempo segue como uma fera...
E devora os que foram os melhores dias..
Deixando que a vida se torne só e fria...

Nada resta no fim!
Eis a verdade...

Talvez entre o hoje e o amanhã...
Quem sabe?!?

5.25.2014

Coruja.

E as reticências sempre foram minha fé!

5.17.2014

Bivaque

E a poesia me ensinou a sobreviver!
Só a sobreviver...

5.15.2014

O X da questão.

E quantas vezes eu vi seu rosto em outros?!?

4.25.2014

...


Aqui neste profundo apartamento
Em que, não por lugar, mas mente estou,
No claustro de ser eu, neste momento
Em que me encontro e sinto-me o que vou,
Aqui, agora, rememoro
Quanto de mim deixer de ser
E, inutilmente, [....] choro
O que sou e não pude ter.

Fernando Pessoa

Tédio.

Tenho as recordações d'um velho milenário!

Um grande contador, um prodigioso armário,
Cheiinho, a abarrotar, de cartas memoriais,
Bilhetinhos de amor, recibos, madrigais,
Mais segredos não tem do que eu na mente abrigo.
Meu cer'bro faz lembrar descomunal jazigo;
Nem a vala comum encerra tanto morto!

— Eu sou um cemitério estranho, sem conforto,
Onde vermes aos mil — remorsos doloridos,
Atacam de pref'rência os meus mortos queridos.
Eu sou um toucador, com rosas desbotadas,
Onde jazem no chão as modas despresadas,
E onde, sós, tristemente, os quadros de Boucher
Fuem o doce olor d'um frasco de Gellé.

Nada pode igualar os dias tormentosos
Em que, sob a pressão de invernos rigorosos,
O Tédio, fruto inf'liz da incuriosidade,
Alcança as proporções da Imortalidade.

— Desde hoje, não és mais, ó matéria vivente,
Do que granito envolto em terror inconsciente.
A emergir d'um Saarah movediço, brumoso!
Velha esfinge que dorme um sono misterioso,
Esquecida, ignorada, e cuja face fria
Só brilha quando o Sol dá a boa-noite ao dia!

Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"

4.23.2014

Quantum.

Toda vontade do mundo!
Anseio solene...
Perene querer...
.
.
.
Mas não quis o tempo sequer saber!
Que entre universos e realidades, entre o saber e a vontade.
Aquilo foi o mais perfeito sonho.
Volúpia de eras...
Ardente viver...
.
.
.
O mais perfeito mundo.
O belo desejo...
.
.
.
E que sobra nesta esfera?
Da vida não sincera?
Do medo infantil?
Da mentira vil?
.
.
.
A saudade!
O não viver...





"Ama-se quem se ama e não quem se quer amar."
Espanca , Florbela 

4.12.2014

Do Carpe diem!

A vida pode ser deveras cansativa, quando finda a paixão e só resta a saudade!