6.19.2014
6.18.2014
Da sombra.
Você não vê!
Você não vê!
-Que existe um eu te amo, que nunca foi dito...
E continua aqui comigo esperando, esperando.
6.17.2014
Phone.
Eis que a dor outrora esquecida acorda...
Os corpos que eram irmãos, hoje são distância...
Eis que a saudade retorna...
E os sonhos insistem em ter voz...
Eis que o tempo segue como uma fera...
E devora os que foram os melhores dias..
Deixando que a vida se torne só e fria...
Nada resta no fim!
Eis a verdade...
Talvez entre o hoje e o amanhã...
Quem sabe?!?
5.25.2014
5.17.2014
5.15.2014
5.03.2014
5.01.2014
4.30.2014
4.25.2014
...
Aqui neste profundo apartamento
Em que, não por lugar, mas mente estou,
No claustro de ser eu, neste momento
Em que me encontro e sinto-me o que vou,
Aqui, agora, rememoro
Quanto de mim deixer de ser
E, inutilmente, [....] choro
O que sou e não pude ter.
Fernando Pessoa
Tédio.
Tenho as recordações d'um velho milenário!
Um grande contador, um prodigioso armário,
Cheiinho, a abarrotar, de cartas memoriais,
Bilhetinhos de amor, recibos, madrigais,
Mais segredos não tem do que eu na mente abrigo.
Meu cer'bro faz lembrar descomunal jazigo;
Nem a vala comum encerra tanto morto!
— Eu sou um cemitério estranho, sem conforto,
Onde vermes aos mil — remorsos doloridos,
Atacam de pref'rência os meus mortos queridos.
Eu sou um toucador, com rosas desbotadas,
Onde jazem no chão as modas despresadas,
E onde, sós, tristemente, os quadros de Boucher
Fuem o doce olor d'um frasco de Gellé.
Nada pode igualar os dias tormentosos
Em que, sob a pressão de invernos rigorosos,
O Tédio, fruto inf'liz da incuriosidade,
Alcança as proporções da Imortalidade.
— Desde hoje, não és mais, ó matéria vivente,
Do que granito envolto em terror inconsciente.
A emergir d'um Saarah movediço, brumoso!
Velha esfinge que dorme um sono misterioso,
Esquecida, ignorada, e cuja face fria
Só brilha quando o Sol dá a boa-noite ao dia!
Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"
4.23.2014
Quantum.
Anseio solene...
Perene querer...
.
.
.
Que entre universos e realidades, entre o saber e a vontade.
Aquilo foi o mais perfeito sonho.
Volúpia de eras...
Ardente viver...
.
.
.
O belo desejo...
.
.
.
Da vida não sincera?
Do medo infantil?
Da mentira vil?
.
.
.
A saudade!
O não viver...
4.12.2014
3.17.2014
2.06.2014
Reflexo.
Hoje é um daqueles dias em que toda saudade do mundo cabe no peito.
E ninguém ao seu redor percebe nada.
1.29.2014
1.06.2014
12.24.2013
Zombie
Inerente a mim a tristeza,
Que anda calada pelo mundo...
Inerente a mim a perda,
Que é eterna...
Aqui dentro esfacelado vivo.
Por fora só disfarce.
Meu tempo entre o aqui e o acolá!
Vagando pelo universo,
Tal qual asteroide frio e perdido!
Solitário, ansioso e absorto.
Cavaleiro da desilusão,
Corpo inerte.
Mente fugidia...
Até quando?
Até quando?
Até quando?




