E o cérebro diz:
-Já tentei matar meu corpo por causa do coração...
Mas ele teima em viver e me deixar vivo!
Diz o cérebro e o corpo...
E sem direito a resposta diz o coração.
-assim sofremos juntos.
E o cérebro diz:
-Já tentei matar meu corpo por causa do coração...
Mas ele teima em viver e me deixar vivo!
Diz o cérebro e o corpo...
E sem direito a resposta diz o coração.
-assim sofremos juntos.
E o tempo nos torna mais insensíveis ou menos vivos?!?!
Pois sei que algo se perde e é para sempre...
Sempre...
O homem é feito de instintos e consciência...
O quão bom seria se conseguíssemos equilibrar os dois!
Mereceria todo o amor do mundo, por ser tão inocente e bondoso.
Mas se matou antes de completar os 30 anos...
Tão só e esquecido, tal qual o dia que nasceu.
E mais uma história se perdeu.
Sem nenhuma moral ou conselho.
Apenas se perdeu...
E eu mais que de repente, me sinto como naquelas segundas feiras em que eu achava que eu iria abraçar o mundo depois das aulas da quarta série, em que achava que me casaria com a menina mais bela da escola depois de ser o mais rico homem do mundo...
Você perceber um erro tarde demais, geralmente só torna maior a sua dor e arrependimento...
E em um belo dia só irão restar as palavras...
Tanto as más como as belas!
As palavras...
Um coração que outrora estava vivo incandescente;
Hoje tão somente bate inconsequente.
Um sonho que já acalentou meu mundo;
Hoje é tão somente escárnio profundo, sem rumo.
Você não vê!
Você não vê!
-Que existe um eu te amo, que nunca foi dito...
E continua aqui comigo esperando, esperando.
Eis que a dor outrora esquecida acorda...
Os corpos que eram irmãos, hoje são distância...
Eis que a saudade retorna...
E os sonhos insistem em ter voz...
Eis que o tempo segue como uma fera...
E devora os que foram os melhores dias..
Deixando que a vida se torne só e fria...
Nada resta no fim!
Eis a verdade...
Talvez entre o hoje e o amanhã...
Quem sabe?!?
Aqui neste profundo apartamento
Em que, não por lugar, mas mente estou,
No claustro de ser eu, neste momento
Em que me encontro e sinto-me o que vou,
Aqui, agora, rememoro
Quanto de mim deixer de ser
E, inutilmente, [....] choro
O que sou e não pude ter.
Fernando Pessoa
Tenho as recordações d'um velho milenário!
Um grande contador, um prodigioso armário,
Cheiinho, a abarrotar, de cartas memoriais,
Bilhetinhos de amor, recibos, madrigais,
Mais segredos não tem do que eu na mente abrigo.
Meu cer'bro faz lembrar descomunal jazigo;
Nem a vala comum encerra tanto morto!
— Eu sou um cemitério estranho, sem conforto,
Onde vermes aos mil — remorsos doloridos,
Atacam de pref'rência os meus mortos queridos.
Eu sou um toucador, com rosas desbotadas,
Onde jazem no chão as modas despresadas,
E onde, sós, tristemente, os quadros de Boucher
Fuem o doce olor d'um frasco de Gellé.
Nada pode igualar os dias tormentosos
Em que, sob a pressão de invernos rigorosos,
O Tédio, fruto inf'liz da incuriosidade,
Alcança as proporções da Imortalidade.
— Desde hoje, não és mais, ó matéria vivente,
Do que granito envolto em terror inconsciente.
A emergir d'um Saarah movediço, brumoso!
Velha esfinge que dorme um sono misterioso,
Esquecida, ignorada, e cuja face fria
Só brilha quando o Sol dá a boa-noite ao dia!
Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"
Hoje é um daqueles dias em que toda saudade do mundo cabe no peito.
E ninguém ao seu redor percebe nada.
É saudade então...
E mais uma vez,
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez...
(Renato Russo)
Sempre a eterna melancolia e saudade...
Sempre e sempre.
Quem me dera que o tempo fosse amigo e me fizesse esquecer certas coisas, pessoas e lugares...
...Eis que de repente o amor tornou-se ódio, o bem querer tornou-se asco e a ausência alivio...
Como eu gostaria de estar mais perto!
De ter você todos os dias junto a mim...
Ver você crescer...
Ver seu sorriso...
Te dar sempre um beijo de boa noite...
Te abraçar todo o dia e te levar para a aula.
Ouvir todas as suas histórias.
Como eu queria isso.
Eu te amo demais menina!
Demais...
A tristeza as vezes te acompanha por tanto tempo, que se de repente a felicidade voltasse para a sua vida, você já não saberia o que fazer com ela...
O que eu sou hoje é a soma das perdas, dos desencontros, das partidas e dos amores que se foram!
Eis que começo um novo dia em meus textos e poemas, agora que finalmente consegui reunir material suficiente para o primeiro livro, posso agora me concentrar no segundo e começar a ruminar meus novos devaneios literários.
Tantas pessoas que me inspiraram, tantos amigos que partiram com os anos...
E o mais engraçado e que se não fosse por esta única e exclusiva vida e minhas escolhas acho que nunca teria começado a escrever e nada disse estaria se tornando realidade.
Bem nos próximos dias novos poemas começarão a ser postados novamente.
E que venham os dias...
E que venham as horas...
Saber o suficiente do amor, para saber que ele nunca mais vai voltar...
E você vai seguir eternamente só dentro de si...
É sempre no frio que a solidão mais atormenta.
É sempre na distância que a sua voz-presença faz mais faz falta...